(11) 93485-6246 Rua Loefgren 1649 - Vila Clementino Cardiologista e Arritmologista | CRM: SP 173103 - RQE: 78624
Logomarca

Disritmia cardíaca: tipos, sintomas e exames indicados

Postado em: 24/11/2025

Disritmia cardíaca: tipos, sintomas e exames indicados
Disritmia cardíaca: tipos, sintomas e exames indicados 2

A disritmia cardíaca é uma alteração no ritmo elétrico do coração que pode trazer desde sensações desconfortáveis até riscos graves para a saúde. Saber identificá-la, diagnosticar corretamente e abordar o tratamento adequado pode fazer a diferença na qualidade de vida e na prevenção de complicações.

Neste artigo, explico os principais tipos de disritmia, seus sintomas, quais exames são indicados e como é feito o tratamento. Se você busca compreender melhor esse tema ou está em busca de cuidado especializado, continue sua leitura!

O que é a disritmia cardíaca e quais os sintomas comuns?

Disritmia cardíaca — também chamada de arritmia — ocorre quando há perturbação no sistema elétrico do coração, fazendo com que os batimentos fiquem muito rápidos, muito lentos ou irregulares. 

Nem todas as disritmias causam sintomas evidentes, especialmente nos estágios iniciais. Em muitos casos, elas podem ser assintomáticas, sendo identificadas apenas em exames de rotina. 

Quando presentes, os sintomas mais comuns incluem:

  • Palpitações (sensação de “coração acelerado” ou “falha no batimento”);
  • Tontura ou sensação de desmaio (síncope);
  • Fadiga, cansaço ao esforço;
  • Falta de ar ou desconforto torácico;
  • Sensação de coração “pulando batidas” ou pausas;
  • Queda na pressão arterial ou mal-estar em casos mais graves.

É importante observar que muitos desses sintomas são inespecíficos e podem se sobrepor a outras condições cardiovasculares ou não cardiovasculares — por isso, uma avaliação médica especializada é essencial.

Quais os principais tipos de disritmias cardíacas?

As disritmias são classificadas segundo sua origem (átrio, nó atrioventricular ou ventrículos) e segundo sua frequência (rápida, lenta ou irregular). 

A seguir, confira alguns dos principais tipos!

Bradicardia (disritmias lentas)

Quando o coração bate menos que cerca de 60 vezes por minuto em repouso, pode indicar bradicardia. 

Exemplos incluem disfunção do nó sinusal e bloqueios atrioventriculares (BAV) de graus variáveis.

Taquicardia (disritmias rápidas)

Taquicardias ocorrem quando os batimentos ficam acima de 100 por minuto em repouso.

São exemplos:

  • Taquicardia ventricular (TV): tem origem nos ventrículos, considerado de maior risco;
  • Fibrilação atrial: arritmia mais prevalente na prática clínica;
  • Flutter atrial: circuito de reentrada nos átrios;
  • Taquicardias supraventriculares: um exemplo é a taquicardia supraventricular paroxística – TPSV).

Extrassístoles (batimentos precoces)

São batimentos prematuros originados fora do ritmo normal: atriais ou ventriculares.

Arritmias ventriculares graves

Incluem a fibrilação ventricular (ritmo caótico nos ventrículos) — potencialmente fatal se não tratada de imediato e pode dar parada cardíaca. 

Síndromes especiais (menos comuns, mas importantes)

Alguns casos de arritmia têm origem em alterações genéticas que afetam o sistema elétrico do coração, mesmo quando não há doença estrutural evidente. São exemplos:

  • Síndrome de Brugada: uma doença hereditária que pode causar batimentos irregulares graves e risco de parada cardíaca em pessoas com coração normal. 
  • Taquicardia Ventricular Polimórfica Catecolaminérgica (CPVT): um distúrbio raro provocado por mutações genéticas que desencadeiam taquicardias ventriculares por esforço ou estresse emocional.

Cada tipo de disritmia tem implicações diferentes em termos de risco, sintomas e tratamento, o que reforça a importância do diagnóstico preciso.

Quais exames são necessários para diagnosticar disritmias cardíacas?

O diagnóstico de disritmia envolve uma combinação de:

  • Avaliação clínica e histórico detalhado: levantamento de sintomas, histórico familiar, uso de medicamentos, comorbidades. 
  • Eletrocardiograma (ECG) de 12 derivações: exame de base para detectar alterações no ritmo ou condução. 
  • Monitor Holter 24h, 48h ou de 7 dias): registra continuamente o ritmo cardíaco para detectar episódios intermitentes que não aparecem no ECG pontual. 
  • Monitor de eventos (event recorder): quando os sintomas são esporádicos, o paciente aciona o registro no momento do sintoma. 
  • Teste ergométrico (teste de esforço): avalia o comportamento do ritmo cardíaco durante o esforço físico, além de investigar alterações no fluxo do coração associada. 
  • Ecocardiograma (com Doppler): permite avaliar as estruturas do coração (câmaras, válvulas, função ventricular) e possíveis alterações estruturais associadas. 
  • Estudo eletrofisiológico invasivo: mapeamento interno para localizar circuitos elétricos anormais e planejar a ablação se indicado. 
  • Exames complementares: exames laboratoriais (eletrólitos, função renal, tireóide), imagem (ressonância cardíaca, tomografia) dependendo da suspeita clínica. 

Com base no conjunto de resultados, é possível definir com precisão o tipo de disritmia e orientar o tratamento mais adequado.

Como tratar disritmias cardíacas?

O tratamento depende do tipo de disritmia, da presença ou não de sintomas relevantes e do grau de risco envolvido. 

As abordagens possíveis incluem:

  • Mudanças no estilo de vida: controlar fatores de risco como hipertensão, alterações metabólicas, evitar excesso de álcool, cafeína, tabagismo, manter peso saudável, prática regular de exercícios sob orientação. 
  • Terapia medicamentosa:definida conforme o tipo de arritmia, podendo envolver, por exemplo, antiarrítmicos para ritmo ou frequência cardíaca e anticoagulação (no caso, por exemplo, de fibrilação atrial) para prevenir AVC;
  • Manobras vagais: utilizadas em casos específicos de taquicardias supraventriculares; 
  • Cardioversão elétrica (sincronizada): choque controlado para restaurar ritmo normal, indicado quando medicações ou manobras não funcionam. 
  • Ablação por cateter (ablação com radiofrequência ou outras técnicas): destruição localizada do foco elétrico responsável pela arritmia, especialmente em casos de taquicardias recorrentes. 
  • Implante de dispositivos cardíacos eletrônicos (como marcapasso): usados em pacientes com bradiarritmia significativa, risco de arritmias ventriculares graves ou disfunção ventricular. 

Em casos de arritmias secundárias, o tratamento da causa de base (por exemplo, tratamento de disfunção tireoidiana, correção de desequilíbrios eletrolíticos, isquemia coronariana) é fundamental.

O plano terapêutico deve ser individualizado, considerando os benefícios, riscos, comorbidades do paciente e qualidade de vida.

Dúvidas frequentes

Disritmia é a mesma coisa que arritmia?

Sim. Disritmia (termo tradicional) e arritmia (termo mais moderno) referem-se à irregularidade no ritmo cardíaco.

Qual a diferença entre fibrilação atrial e flutter atrial?

A fibrilação atrial é um ritmo rápido e irregular nos átrios, enquanto o flutter atrial ocorre por um circuito de reentrada atrial com padrão mais regular. 

Toda arritmia provoca sintomas?

Não. Muitas disritmias são silenciosas e descobertas em exames de rotina. 

Quando procurar um cardiologista ou arritmologista?

Se você sentir palpitações frequentes, tonturas, desmaios ou tiver histórico cardíaco, especialmente se usar marcapasso, deve buscar avaliação especializada com cardiologista arritmologista.

É possível viver normalmente com disritmia?

Sim, com tratamento adequado e monitoramento contínuo, muitos pacientes mantêm qualidade de vida plena.

O uso de marcapasso resolve o problema da disritmia?

O marcapasso é indicado para determinados tipos de bradiarritmias ou bloqueios — ele normaliza a frequência, não necessariamente trata todas as disritmias.

O implante de CDI é seguro?

Sim, é um procedimento consagrado, regulado por diretrizes brasileiras (SOBRAC / SBC). 

A ablação dói?

Trata-se de procedimento minimamente invasivo, feito sob sedação ou anestesia leve; o desconforto local é controlado por equipe especializada.

Posso interromper os medicamentos depois de controlar a arritmia?

Isso vai depender do tipo de arritmia, risco e orientação médica — não interrompa sem supervisão.

A arritmia pode causar AVC?

Sim, especialmente na fibrilação atrial, há risco de formação de coágulos e AVC, razão para anticoagulação em muitos casos. 

Quanto tempo dura o tratamento?

Alguns pacientes precisam de terapia contínua; outros podem ter tratamento transitório, dependendo do tipo de arritmia e da resposta terapêutica.

A prevenção é possível?

Sim — controlar pressão arterial, colesterol, glicemia, evitar tabagismo, moderação no uso de estimulantes, manter peso saudável e acompanhamento cardiológico regular. 

Se você está com sintomas ou recebeu um diagnóstico de disritmia cardíaca, é fundamental buscar avaliação personalizada e acompanhamento especializado. Sou a Dra. Vanessa Puche, cardiologista e arritmologista com ampla experiência clínica e atuação em centros de referência nacionais e latino-americanos. Na minha clínica, adoto um atendimento humanizado e detalhado, avaliando minuciosamente seu histórico, exames e estilo de vida para fornecer um planejamento terapêutico individualizado.

Estou à disposição para ajudar você a cuidar do seu coração com segurança, precisão e atenção. Entre em contato para marcar sua consulta!

Leia também:

Encontre um especialista em arritmia cardíaca em SP

Riscos do marcapasso: entenda as complicações mais comuns e como evitá-las


O que você achou disso?

Clique nas estrelas

Média da classificação 5 / 5. Número de votos: 1

Nenhum voto até agora! Seja o primeiro a avaliar este post.